11 de agosto de 2010

E ele diz, eu amo-te.

Quero entrar em casa sem ver a porta, agarrados como se não houvesse amanhã. jogar as chaves para o chão e deitar-me sobre o teu corpo. Deixar-me sentir pelo que é teu. Deixar-me ser levada pelos teus olhos, calada pela tua boca e presa pelos teus braços. Quero poder sentir um carinho teu, um tom suave, que só tu sabes fazer. Se para te salvar fosse preciso dar a minha vida eu não pensava duas vezes. um gosto de ti, um adoro-te, um amo-te não chega, nunca chegará para o sentimento persistente que me incide no coração dia após dia. Mas a verdade é que eu gosto de ti, já não és um terço de mim, nem metade, és o meu corpo, tu comandas os meus sentimentos e os meus impulsos. Controlas as minhas emoções e pensamentos. 365 dias em que o meu pensamento foi preenchido pelo o teu nome, 8760 horas em que o meu corpo era levado pelo teu respirar, pelo teu toque. ao gostar de ti, levas a minha pele, fixas no meu corpo assinaturas imortais e fazes clones do teu nome. E se os meus olhos pudessem marcar, marcariam um coração, se as minhas mãos pudessem olhar, olhar-te-iam como se de um tesouro te tratasses, e se a minha boca escrevesse, escreveria o que o meu coração quer dizer. E ele diz, eu amo-te.