24 de fevereiro de 2011

grande amor

Impressionante as duas faces que o amor consegue ter, a forma incomparável como misturo mágoa com paixão e como a dor que sinto se transforma rapidamente em algo incrivelmente saboroso e tentador. Não que goste particularmente de sofrer, mas gosto de ti e isso é sinónimo de sofrimento. Às vezes paro para me achar doida, interrompo a passada de forma a pôr a cabeça no lugar, na tentativa falhada de agarrar o coração, deixo que o desequilíbrio me tome conta do corpo e caio nos teus braços, como uma Cinderela sem sapato ou uma Bela Adormecida sem príncipe. Lamento apenas que tenhas crescido a destruir corações como gente grande e que agora já não saibas de cor as histórias de encantar que te segredei em tempos, quando ainda éramos duas crianças na ânsia livre de viver um grande amor.