1 de maio de 2011
obrigado por nada
Outrora desejei dar a minha vida por ti. Dedicar todo o meu tempo a ti, e não querer mais ninguém à exceção de tu mesmo que me despertavas algo inexplicável. Que me fazias desejar-te tanto por ter odiar. Tu que me fazias sentir bem segura perto de ti, como se não houvesse ninguém com vontade de estragar o meu dia-a-dia, o meu bem estar. Tu que sem nunca me mimares, me fazias sentir a pessoa mais mimada de sempre. Tu que me enfeitiçavas com o teu olhar ternurento e amável. Tu, que eu pensei um dia fazer grande parte da minha vida, tornaste-te na maior desilusão dos últimos tempos. Conseguiste quebrar a magia que nutria por ti. Conseguis-te tornar tudo o que sentia, em ódio, raiva, nojo. Conseguiste com que já não fosse capaz de te olhar nos olhos. Conseguiste que destruísse todos os sonhos que construí em cima de ti. Sonhos impossíveis. Meros sonhos. Ainda assim obrigado, do fundo do coração, obrigado. Obrigado por me teres feito acordar antes de adormecer e cair nos sonhos. Obrigado por me teres tornado mais forte e, mais uma vez, me teres feito perceber que sem ti é bem melhor que contigo. E que sem ti, eu também sobrevivo. Que contigo, eu choro e desespero. E sem ti, eu vivo e sobrevivo a este meu mundo. Obrigada. Obrigada por nada. Porque no fundo, nada fizeste.