É como se tudo tivesse desaparecido. Caminho sobre pedras ásperas e bicudas. Desvendo sombras, mistérios e segredos. Decoro palavras, gestos, sonhos. Imagino o infinito, que um dia me mostrará o horizonte. Sonho com o impossível para que me dêem o possível. Ultrapasso a ficção, para que a minha vida seja mais que isso. Suponho jogadas, para me tentar prevenir. Tenho medo do inimigo, do escuro e do futuro. Toco o delicado e assim me sinto sensível. E no fim, basicamente estou a enumerar tudo o que planeei. E a verdade assim se esconde perante tanta mentira. Supomos o que não podemos sequer imaginar. Basicamente, eu e tu não somos nada.