27 de abril de 2011
vai e até sempre
Faz-me um favor, foge. Agora que te estou a dar esta oportunidade. Foge por favor. Agora que abri a porta foge. Foge porque não te quero mais aqui dentro. Foge porque por ti ando sempre 3 degraus para trás. Foge porque por ti já não vale a pena, sequer, respirar. Porque não vales esse esforço. Vai agora. Vai para eu fechar a porta a sete chaves e não te deixar entrar de novo. Vai enquanto é tempo. Liberta-te daquilo que ultimamente tem sido um peso na tua vida. Foge e não pares enquanto te sentires por perto. Corre bem depressa e mantém as tuas forças no local onde ficares. Não voltes nem olhes para trás. Mantém-te aí, bem longe. Apartir de agora será sempre a subir os degraus pelos quais me empurravas todos os dias. Agora está na hora de fechar a porta com toda a força que tenho. Vou deixar que o barulho da porta a fechar ecoe na tua cabeça. Apenas faz-me esse favor; foge, vai e não voltes.